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Como a respiração bucal pode agravar o TDAH?

Respiração bucal agrava o TDAH?

A respiração é a primeira função desenvolvida por ocasião do nascimento e, assim, passa a se estabelecer como uma função vital do organismo.

Entretanto, quando ocorre o desequilíbrio na respiração isto pode causar alterações em diversos sistemas e órgãos do corpo.

Apenas as cavidades nasais possuem condições adequadas para realizar a filtragem de microrganismos e partículas do ar e fazer com que ele chegue aos pulmões na temperatura certa, o que favorece a oxigenação.

Contudo, existem muitas pessoas que respiram pela boca. Estas recebem o nome de paciente respirador bucal.

Quando o processo de respiração delas acontece desta maneira, certamente pode deixar sequelas para a saúde e também comprometer a estética da face, sendo necessário que busquem imediatamente um tratamento específico.

A respiração bucal é um problema grave e traz consequências em curto, médio ou longo prazo!

A síndrome do respirador bucal é caracterizada pela obstrução das vias aéreas superiores que leva o paciente a adquirir o hábito de respirar pela boca. Como sequelas podem ocorrer:

  • Alterações posturais

Associadas ao abdômen, face, tórax, cabeça, pescoço e membros.

  • Alterações respiratórias

Deglutição de ar, enxaquecas, cansaço físico, infecções do aparelho respiratório, ronco e apneia, má oxigenação do cérebro ocasionando dificuldade de concentração e atenção.

Sobre as consequências desta má oxigenação, a respiração bucal pode provocar o desencadeamento ou agravamento da hiperatividade ou do déficit de atenção em crianças.

Como a respiração bucal pode agravar o TDAH?

A partir do momento em que passam a respirar pela boca, o cérebro recebe pouco oxigênio, e é justamente isto que prejudica a atenção e o rendimento escolar das crianças.

  • Alterações do metabolismo basal

O respirador bucal não consegue mastigar eficazmente fibras e folhagens. Como resultado apresenta redução do paladar, prejuízo na ingestão de alimentos, flatulência e dificuldade de expelir o bolo fecal.

Ademais, a impossibilidade de respirar pelo nariz leva o paciente respirador bucal a desenvolver um mau posicionamento dentário devido a estrutura óssea se encontrar em estreita relação com uma adequada função respiratória.

Sendo assim, a respiração é um fator primordial também para o correto desenvolvimento dos ossos maxilares e, consequentemente, um adequado posicionamento dentário.

Tratamentos da respiração bucal

Quando mais cedo for o atendimento na síndrome do respirador bucal, mais bem sucedido será o tratamento.

Os tratamentos da respiração bucal inicia-se com a consulta ao otorrinolaringologista, responsável pela remoção/tratamento da causa direta deste problema, o paciente deve ser submetido a uma readaptação da musculatura e a uma reeducação da respiração.

Concomitantemente a esta readaptação da musculatura, o tratamento ortopédico funcional deve ser realizado para corrigir os problemas de má oclusão presentes.

O uso de aparelhos ajustados ao céu da boca de pacientes respiradores bucais promove o aumento transversal da cavidade nasal e da maxila, aumentando desta maneira a permeabilidade das vias aéreas superiores.

Em pacientes adultos é aplicado aparelho similar, mas, pode haver a necessidade de intervenção cirúrgica (ortognática).

Profissionais para tratamento da respiração bucal

O tratamento da síndrome da respiração bucal envolve o trabalho de um ou mais profissionais das áreas de:

  • Otorrinolaringologia
  • Fonoaudiologia
  • Odontopediatria.
  • Ortodopedia Funcional.

Portanto, no tratamento do paciente respirador bucal o ideal é a atuação que envolva condutas de prevenção e tratamento precoce a fim de evitar sequelas graves.

Logo, procurar inicialmente o profissional dentista é o primeiro e grande passo para o restabelecimento da respiração nasal.

Leia mais em:  http://www.naiaodonto.com.br/respirador-bucal/deficit-atencao/

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Naia Tonhá Almeida
Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares, Odontopediatria e Homeopatia.

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