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Usar flúor ou não? Informação é o maior agente preventivo!

Usar flúor ou não? Informação é o maior agente preventivo

 

Um órgão bastante importante que é a Sociedade Brasileira de Pediatria, desde 2009 recomenda o uso do flúor para crianças e há pouco tempo foi a vez da Academia Americana de Pediatria se posicionar,  favoravelmente, recomendando o uso de creme dental com flúor em crianças a partir do primeiro dente.

Orientando ainda que seja usada escova macia e uma quantidade de creme dental equivalente a um grão de arroz para as crianças que ainda não cospem.  A concentração recomendada é a de 1100ppm de flúor.

 

Por que essa recomendação se antes havia o medo e risco da fluorose?

Pra responder vamos entender, de forma simplificada, a doença cárie e a ação do flúor na prevenção.

 

Desenvolvimento da cárie:

Temos bactérias presentes na boca e todas as vezes que ingerimos um alimento elas iniciam o processo de digestão daquele alimento.

Como resultado há formação de ácidos.

No meio ácido, por processo de osmose o dente tende a perder minerais pro meio, em um processo de desmineralização.

Ao escovar os dentes, eliminamos as colônias de bactérias e o dente se remineraliza.

Então o dente vai sofrer ao longo do dia processos de Desmineralização – Remineralização.

Caso a criança não tenha horários determinados para comer e “belisque” o dia inteiro, haverá mais momentos de ambiente ácido na boca e consequentemente mais desmineralização (ver ainda que existem alimentos mais e menos cariogênicos).

Se houver mais momentos de desmineralização o dente perde estrutura mineral e pode cavitar, criar o buraquinho da cárie.

Os estudos apontam que o flúor do creme dental no momento da escovação faz o dente remineralizar formando fluorapatita que deixa o dente mais resistente às desmineralizações.

 

A estrutura do esmalte se modifica deixando o dente mais resistente.

 

Quando falamos em saúde pública precisamos pensar no coletivo e encontrar uma saída para beneficiar o maior número de pessoas. E o flúor certamente tem esse papel na prevenção da cárie dentária.
MAS, há uma corrente grande que questiona o uso do flúor. A pesquisa é altamente complexa: a alimentação, os hábitos de higiene bucal e os níveis de fluoretação da água variam muito, e também porque os fatores genéticos, ambientais e culturais parecem deixar algumas pessoas mais suscetíveis que outras aos efeitos benéficos e maléficos do fluoreto.

 

O flúor é um método aprovado para o controle das cáries, principalmente nas populações em que a higiene bucal é deficitária.

E as comunidades com bom cuidado dental? Precisam dele?

Não adianta escovar os dentes apenas uma vez ao dia com creme dental com flúor, o que precisa acontecer é uma conscientização sobre dieta cariogênica e entender que existe um vilão a ser combatido que é o açúcar.

 

E não necessariamente na forma cristalina do açúcar que conhecemos. Alimentos com açúcar embutido, bolachas, salgadinhos,  caramelos  que ficam grudados nos dentes,  refrigerantes e sucos artificiais adoçados…

O açúcar está relacionado a inúmeros malefícios e deveria ser apresentado ao bebê apenas após os 2 anos de idade.

As mães ainda na gestação poderiam cuidar da alimentação que influenciará o filho: papilas gustativas do bebê se formam no quarto mês de gestação – o paladar da mãe influenciará o paladar do filho!

 

A informação é o maior agente preventivo!

Toda doença e a cárie precisa ser encarada como uma, depende de alguns fatores para se desenvolver. Existe a predisposição individual.
Tem pessoas que podem não desenvolver a cárie apesar de uma higiene deficiente.

Mas a cárie deve ser combatida, é uma doença não comunicável que pode ser fator de risco para outras doenças.


E meu filho? O flúor serve para meu filho?

A abordagem de prescrever o mesmo “remédio” para todos os doentes não serve para todos.

Existem correntes de tratamento que discordam e tratam de forma individualizada, pois acreditam que em toda substância está embutido um efeito colateral.
E a reação pode ocorrer e ser diferente de pessoa pra pessoa.

Em um universo IDEAL, a predisposiçao individual seria levada em consideração e a criança teria o acompanhamento com o odontopediatra. Sendo estimulada e orientada quanto às técnicas de escovação e importância da dieta.

O tratamento individualizado, quando possivel, é melhor!

 

 

Questionamentos contra o uso do flúor:

Os fluoretos influenciam o modo como as proteínas interagem com o tecido mineralizado; assim, qual seria o efeito dessa interação em outras partes do organismo, em escala celular?

Os sites abaixo trazem uma visão médica acerca do flúor:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2017/03/12/interna_revista_correio,579809/fluor-mocinho-ou-vilao.shtml

http://www.drrondo.com/fluor-faz-mal-sim-e-sua-saude-pode-estar-em-risco/

http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/controversias_sobre_o_fluor.html

http://www.alert-online.com/br/news/health-portal/kit-de-accao-sobre-as-doencas-nao-comunicaveis

http://www.drrondo.com/ja-pensou-em-usar-oleo-de-coco-como-pasta-de-dente/

 

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Naia Tonhá Almeida
Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares, Odontopediatria e Homeopatia.

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